Desfralde de crianças: como saber a hora certa?

16 de novembro de 2023 | Berçário, Educação Infantil

Assim como tudo na vida, o momento de desfralde varia para cada indivíduo.  

O desfralde pode gerar um clima de ansiedade e expectativa por parte das famílias, o que pode contagiar as crianças, especialmente quando a decisão de iniciar esse treinamento for precoce. 

Estudos do desenvolvimento infantil mostram que é necessário haver maturação dos sistemas nervoso e muscular, além de respeito ao desenvolvimento cognitivo, motor e afetivo de cada criança. 

A literatura especializada aponta que por volta dos dois anos é quando a maioria das crianças apresenta maturidade para o desfralde, porém o contexto no qual estão inseridas deve ser considerado. Na maior parte das vezes, as crianças emitem sinais ou comunicam o desejo de não querer ou precisar mais usar fraldas.

Algumas dicas 

– Preste atenção na comunicação das crianças ou emissão de sinais, como por exemplo: tentar tirar sozinha a própria fralda, pedir para usar o penico ou a privada, avisar que já fez xixi ou cocô na fralda; 

– Ler livros que falem de personagens que passam pelo mesmo processo, pode ser bem interessante e uma oportunidade para conversar com as crianças a respeito; 

– Penico ou redutor de vaso sanitário? O penico costuma ser mais confortável para as crianças, porque permite que apoiem os pés no chão, deixando-as numa posição que favorece também a evacuação; 

– Envolver as crianças no processo é bem importante. Elas podem participar da escolha das cuecas ou calcinhas, além da escolha do penico, que deve ser o mais parecido com um vaso sanitário. Evite penicos que tocam músicas e mais se parecem com brinquedos; 

– Quando a criança conseguir fazer xixi ou cocô no penico é importante que sinalize a conquista, com tranquilidade. Não há a necessidade de uma grande comemoração, basta o reconhecimento; 

– Trate todo o processo com tranquilidade, transmitindo confiança e segurança à criança;  

– Forre a cadeirinha do carro para que, em caso de escape, seja possível preservar o assento e minimizar preocupação por parte dos adultos; 

– Ao transitar de um lugar para outro, é fundamental que a criança vá ao banheiro antes de iniciar o itinerário; 

– A criança sente a ansiedade dos adultos em cada ida ao banheiro e a decepção diante do “fracasso”. Essa tensão pode gerar insegurança e medo, que interferem na qualidade dos relacionamentos, no humor, no sono, no apetite e até no desejo de cooperar com o próprio desfralde; 

– É muito importante que esta fase seja vista como uma oportunidade de desenvolvimento e progresso e não como um problema. Por isso, quando houver um escape, é preciso tranquilizar a criança; 

– Lembre-se de que o desfralde é um processo, não acontece de uma hora para outra, mas os adultos precisam estar atentos e disponíveis para lembrar e oferecer às crianças oportunidades para irem ao banheiro. 

No CEB 

– A equipe da escola cuida atentamente de cada detalhe para que essa nova etapa aconteça, respeitando o desenvolvimento e interesse de cada indivíduo, bem com a possibilidade de as famílias participarem desse processo; 

– O início do desfralde é combinado com as famílias. No primeiro dia na escola, a criança deve vir de fralda, usando calcinha ou cueca por cima e, na escola é feita a retirada definitiva, o que significa que, a partir de então, ela deverá entrar e sair da escola sem fralda; 

– Antes de a criança ir embora, é oferecida a ida à “privadinha” para diminuir a possibilidade de escapes no caminho de casa. O mesmo deve ser feito ao sair de casa. No CEB, não utilizamos penicos, porque temos “privadinhas” que são da altura e tamanho dos penicos; 

– Durante um período, que varia de 7 a 30 dias, a criança continua usando a fralda durante o horário de descanso. Assim, é preciso colocar, diariamente, uma fralda na mochila por algum tempo. As famílias são avisadas quando não for mais necessário; 

– São enviadas para a escola quatro trocas completas de roupas, seis calcinhas ou cuecas, três pares de meias e dois pares de calçados. Este número deverá ser reduzido de acordo com a quantidade de pertences secos que retornarem para casa. A equipe do CEB sinaliza, durante o processo, a necessidade de manter ou diminuir os pertences; 

– Diariamente, a equipe informa às famílias se a evacuação foi na roupa ou na “privadinha”; 

– Para ter um retorno sobre a forma como está sendo o desfraldamento na escola, há vários canais: canais online, nos plantões quinzenais com a Professora, por telefone ou pessoalmente, nos momentos de entrada e/ou saída das crianças. 

Em resumo 

– O desfralde pode gerar um clima de ansiedade e expectativa por parte das famílias, o que pode contagiar as crianças; 

– A literatura especializada aponta que por volta dos dois anos é quando a maioria das crianças apresenta maturidade para o desfralde, porém o contexto no qual estão inseridas deve ser considerado. Na maior parte das vezes, as crianças emitem sinais ou comunicam o desejo de não querer ou precisar mais usar fraldas. É preciso observá-las; 

– O processo deve ser lento, gradual e respeitoso, para não colocar a criança em situações de frustração, gerando a ideia de incapacidade. 

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